DireitosReservados

DireitosReservados
☆poemasEleonoraMarinoDuarte☆edição&arteWalkyriaSuleiman☆
Mostrando postagens com marcador musa∞3. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musa∞3. Mostrar todas as postagens

5 de jan. de 2012

Rumar
































Na outra ponta do mundo
meu coração posto no porto
da tua palma de carícias

No fim do corredor, o cosmo
em quarto que te guarda nu
à espera de meus pés velozes

Na saudade extrema de ti
meu corpo em suspensa luz
suspira o imaginário do amor...





foto: CatharinaSuleiman - goodbye 2011

9 de dez. de 2011

Dínamo

       O amor é o sono da palavra
       quando a palavra se cansa
       de ir à rua, de andar por si...

       Verbo que descansa a alma
       na alma do sonho de outro,
       como se todos adormecessem.

       Não diga amor! Amor se queda
       entre os sentimentos da fala
       subtraído das sílabas labiais...







foto: CatharinaSuleiman

16 de ago. de 2011

Navalha





















   Não me quer no espelho
   o País das Maravilhas,
   Alice nunca me disse nada!

   Gatos sorriram caminhos,
   coelhos saíram de cartolas
   para tudo ser um chá de espera...

   Não me desespera um sonho
   nem a rainha de copas
   dará o grito por minha cabeça,

   sou dona do nariz que aponto,
   afronto os vestígios de Alice
   na imagem que ora reflito!










foto: CatharinaSuleiman

22 de mai. de 2011

Bento


Guarda a carapuça que te serviu,
não veste a culpa antes do crime
ao contrário, peca mais e mais...

Aumenta teus pecados ao máximo
pois que quando me amar, vai ver
não terás nenhuma culpa, nenhuma...

Serão meus os escândalos, as tramas,
os vândalos invadindo nossa cidade,
a cama, o drama de tua fuga na noite...









foto: CatharinaSuleiman

18 de abr. de 2011

Intimo


O amor é o sono da palavra
quando a palavra se cansa
de ir à rua, de andar por si...

Verbo que descansa a alma
na alma do sonho de outro,
como se todos adormecessem.

Não diga amor! Amor se queda
entre os sentimentos da fala
subtraindo as sílabas labiais...






foto: CatharinaSuleiman

10 de abr. de 2011

Premer






















As coisas da lua me aconteceram
ainda quando eu não olhava a lua,

Antecederam na boca o primeiro
beijo, palavrão, protesto, redenção,

Com a maldição dos cânticos noturnos
cheia de si, branca, na vaga da janela,

Na imposta gestação de líquidos
inflados nos membros e nos desejos.

As coisas da lua me aconteceram
quando vazou a maré das mucosas.








foto: catharinaSuleiman