Mostrando postagens com marcador musa∞2. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musa∞2. Mostrar todas as postagens
30 de mar. de 2011
Palato
Sobre ponta de fina sapatilha
por uma infância de infames
atormentaram-me a bailarina.
Fizeram de porcelana as mãos
meteram biscuit em meus pés,
adeus ao rubi intenso da carne.
A seta da essência desapontaria
meus pais e alguns dos pares,
eu queria a dança dos sete véus...
foto: catharinaSuleiman
Marcadores:
musa∞2
13
imaginando
Invicta
A minha volta, ouço ladrarem
homens como cães
ao redor da cerca.
Mas não me amedronta a força.
Os sons que me chegam
do cerco
são sem sonhos,
os homens esqueceram de dormir.
Eu os absolvo
de serem fortes
ao tocar-lhes
os cabelos.
Meus dedos são meus olhos,
meus olhos meus sentidos,
meus sentidos inteiros.
Não me separo de mim.
Posso sorrir sem perdão
partindo quinhentas correntes,
deixar que entrem homens e cães,
quebrando as conspirações de invadir-me.
Eu os liberto
de serem homens
ao tocar-lhes
a face.
foto: catharinaSuleiman
foto: catharinaSuleiman
Marcadores:
musa∞2
2
imaginando
26 de mar. de 2011
In Vivo
Caleidoscópio em preto e cinza
condenou nela a luminosidade
entre escolhas nascidas mortas.
Há uma veia torta na testa séria
um desvio de rota, um signo,
caminho nascido da inércia.
Mas se pintar uma tela, basta,
toda a órbita dela é expandida
fora de si, fora do outro, fora,
como fossem borboletas as mãos...
foto: catharinaSuleiman
Marcadores:
musa∞2
16
imaginando
23 de mar. de 2011
In Vitro
Atéia, a tela dela desacredita
do mundo, do amor, da tinta.
Invencível, uma teia se teceria
fosse ela inteira, não fosse parte.
A arte deveria reinventar a fé,
mas não são fáceis as cores...
foto: catharinaSuleiman
foto: catharinaSuleiman
Marcadores:
musa∞2
33
imaginando
Assinar:
Postagens (Atom)



