DireitosReservados

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☆poemasEleonoraMarinoDuarte☆edição&arteWalkyriaSuleiman☆

3 de nov de 2011

Voronja


Deixa quieta a mulher que sofre
ela não se reconhece, não geme
não flui, não cansa, não causa
não teme, não flora, não chora.

Deixa quieta para que esqueça
o quanto amou ao vácuo inútil
do outro e do outro e do outro,
esqueça-se dela, definitivamente.

Ela não vai mais sair da gruta
a vida é bruta e ela é fragil
ela não vai mais querer amor
nem amor, nem amor, nem amor.






foto: MárciaBorlengui - canon analógica

12 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

...e se la achar um caminho interno, e se no outro lado da gruta houver uma saída, e se a gruta for a porta, se dentro for quase lá fora...? Deixa quieta a mulher, deixe-nos, as mulheres, quietas, na gruta: nossa casa primeira!
Que beleza de poema!
Beijos,

Tania regina Contreiras disse...

..ah, e que beleza de imagem e...de blog, que adoro visitar!

Francisco Coimbra disse...

VAGO

digo a palavra digo,
digo-a vazia
nua

como um interior
de concha

a falar a voz do mar
Assim

VAGA

vaga no vagar nulo
ditado vazio
e cru

atenta ouvindo
da concha

pegando tua onda!
Mim

CALO

interpretar é peça
de enganos
creio

se acredito
dizer

o caule da escrita
R

Polígrafo, sem nada polir, grafo.
Bjs
F

Eleonora Marino Duarte disse...

tanita...

é como tem que ser, deixa-nos quietas em nossas grutas, se vier ''mexer-nos'', ''amar-nos'', ''cuidar-nos'', que venha com toda a saúde, mas que saiba desde sempre, se ''fizer-nos'' sofrer, não venha até a gruta. esquece-nos. não se pode ir até a gruta quando sofremos, ...

eu gosto tanto quando você vem, é tão bom...

um beijo, moça!

Eleonora Marino Duarte disse...

francisco,

a concha é a gruta da pérola. mulheres e pérolas tem a natureza muito parecida em intimidade. você acertou, talvez por saber....

teus versos fazem algo aqui, deixam o registro masculino em espaço feminino, é como um carinho aos nossos apelos de sensibilidade e arte. é bom que saibas o quanto és bem vindo entre nós, os teus versos, os teus comentários, o teu amigável cuidado com o nosso trabalho. gosto, muito. gostamos.

a sinceridade de teu polígrafo é incontestável!

CALA

representar é peça
sem danos
creio

você acredita
e cria
em si

a escrita
de caule
e fruto
...

um beijo!

Leonardo B. disse...

[a chama dupla, o provérbio da carne

que se desfaz, que se refaz,
dentro da sombra do corpo, no corpo

apesar de toda a fragilidade]

um imenso abraço às musas

Leonardo B.

Eleonora Marino Duarte disse...

leonardo, meu irmão tão querido,

sempre a lira de tua poesia a deixar um acalanto para nós, as moças.

obrigada, sempre,
imenso e tanto, o mesmo abraço de nosso afeto habitual para você.

guru martins disse...

...ih
é melhor
mesmo!!...

bj

guru martins disse...

...ih
é melhor
mesmo!!...

bj

Bípede Falante disse...

Oh, silêncio com tanto som!!
beijos

Eleonora Marino Duarte disse...

gura,

deixa quieta,
deixa quieta...

beijo!

Eleonora Marino Duarte disse...

bípede,

é bom ter a tua fala aqui!

obrigada!

beijo.