DireitosReservados

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☆poemasEleonoraMarinoDuarte☆edição&arteWalkyriaSuleiman☆

9 de dez de 2011

Dínamo

       O amor é o sono da palavra
       quando a palavra se cansa
       de ir à rua, de andar por si...

       Verbo que descansa a alma
       na alma do sonho de outro,
       como se todos adormecessem.

       Não diga amor! Amor se queda
       entre os sentimentos da fala
       subtraído das sílabas labiais...







foto: CatharinaSuleiman

9 comentários:

Anônimo disse...

fica a moldura e a sombra.....

Barbara

eleonora marino duarte disse...

barbara,

não imagina o que aconteceu agora! eu estava molhando plantas e pensei em você, em saber se já havia como ler aqui no blog.. quando vim te perguntar você havia postado um comentário! que coisa!!! eu precisava registrar uma coisa assim....

beijo.

Francisco Coimbra disse...

ISTMO AO VAZIO

esvaziando o vazio
no estranho ensejo
ausência de desejo

procuro dizer a fala
falar sem nada dizer

até perfazer o istmo
Assim

ANUNCIADO/A

quando percorres
esse espaço aberto
de me fazeres nascer

sou este enunciado
coração no peito

(esperando por ti)
Mim

(O) ELO OS ELES

há que perceber
da existência toda
uma vez por todas

assim esta vez faz
todas as outras

juntas as juntas
R
Uma palavra vale mais que mil imagens… se a imagem mostra o que não vemos, a palavra revela o que podemos imaginar. Ela… é uma imagem com leitura! Essa pu_reza… é a reza dos poemas, pondo as fotos num altar? O vice-versa, também é possível. Olho para as fotos tentando des_cobrir… os poemas! Faço uma festa!!! Falar d_isso…? Isso é isto, o poema escondido da p_rosa

(A) RELAÇÃO

a sedutora relação
das coisas com as pessoas
usando a sua presença

até saberem dizer-se
como as coisas

dizendo sedutora relação!
Assim

NÃO

“…batas mais no ceguinho”
só porque toca mal
e desafinado

há coisas lindas
se são lidas

de olhos fechados… Não?
Mim

(SEM) HISTÓRIA

a relação
é a linha inovadora
do conhecido

enquanto se mantém
renova-se sempre

até ser uma memória
R

Eu sei que era preferível estar calado, nada diria, ficaria sem baralhar o barulho sem cartas num jogo de dizer viciado pelo vício de ser absentista, faltando. Falando, é outra coisa. Mesmo que seja pior, é o perfume Dior de ler um nome num frasco e imaginar a certeza, saber que há um perfume com esse nome. Cheirá-lo? É aí que a foto volta a ser a mulher na foto, o seu perfume! O poema dá nome a um perfume desconhecido e… tudo isto é fado!
Abraço português para as belas brasileiras que fazem/ dão, têm o dom de dar, beleza!

eleonora marino duarte disse...

francisco,

nunca se cale para nós. esteja sempre a partilhar as vozes, de Assim, de Mim, de R e de ti, são a construção de nossa história e projeto, são a parte de nosso resultado, são a fala do poeta que nos lê-vê. seja sempre o homem que nos entrega versos para dizer-nos o quanto é bom o nosso espaço, bom até o ponto de provocar a ebulição de um poeta para escrever seus versos! nos diga sempre, não nos deixe sem, e no final de um tempo, quando estivermos sem alguma referência ou inspiração, poderemos voltar aqui e nos dar o perfume de tuas palavras para aromatizar novas postagens, novas ideias.

obrigada pelos versos e por permanecer aqui conosco!

um beijo***

guru martins disse...

"Verbo que descansa a alma
na alma do sonho de outro,
como se todos adormecessem"...

...hmmm
pode ser...

bj

eleonora marino duarte disse...

ah.. é sim, guru!

:)

beijo!

sam rock disse...

el espejo donde te miras
te dirá como tú eres
pero nunca te dirá
los pensamientos que tienes


Un abrazor

eleonora marino duarte disse...

sam,

exatamente!

abraços!

urbanascidades disse...

Eleonora, desejo a ti, teus familiares e todos os visitantes do teu blog um Feliz Natal. Aproveito para informar que dia 02 de janeiro estreia Urbanascidades 2012, igual mas...diferente.
Paulo Bettanin.