DireitosReservados

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☆poemasEleonoraMarinoDuarte☆edição&arteWalkyriaSuleiman☆

30 de mai de 2011

Sobrearco


Em direção ao poente, sol e saudade
se guardam em caixa silenciosa.
Quantos olhos têm o mundo?

Sair do lar na compaixão de voltar
sem tamanho para as estradas
nem divisas para os palmos,

Sumir a cidade, certos do regresso,
muito empenhamos em postais
e alguma ou muita lágrima,

Alguma ou toda a lágrima que se verte
ao desafio de construir o fim em frase
apontando a letra no “até breve”...

Mas sérios, severos, roubados pelo tempo
que não retrocede ao portão de casa,
nunca retornamos à porta da frente.







foto: CatharinaSuleiman

12 comentários:

Leonardo B. disse...

[adivinhar o caminho incerto, seguindo certo o todo o passo, ida e regresso, do corpo, de todo o tempo]

um imenso abraço às Musas

Leonardo B.

Leandro Ramos disse...

Ave Mnemosine! Veio trazer-me à tona, coisas ocultas ao regaço dos sentidos...


Miltão é preto bão, pra dizer por mim:

"E na despedida,
tios na varanda, jipe na estrada
E o coração lá"

Bons ventos, amadas musas...

Wania disse...

Oooiii, Gurias


Uma Alma alada não se contenta em uma única morada... a fronteira é sempre mais além!


Lindo sempre!
A foto, então, poesia pura tb!

Bjs

betina moraes disse...

leonardo b,

ir-se!


obrigada por vir!

betina moraes disse...

leandro,

realmente, a canção do querido milton dá o tom!


aliás, eu adoro a canção...


um beijo, amado das amadas.

betina moraes disse...

eania,

alma alada...

que belo!


um beijo, querida!

guru martins disse...

...ainda bem...

bj

betina moraes disse...

as vezes acho que sim,
as vezes acho que não,

mas é fato, uma vez fora, nunca mais recuperamos o cheiro de casa, daquela que foi a casa dos nossos pais...

um beijo, guru!

☆mnemosine☆ disse...

BB
Esse poema me diz muito. Fala sobre partir, recomeçar, fala em não deixar o hábito e a preguiça tomarem conta de nós.

De um lado sim, é bom partir quando se tem o coração nutrido, a alma feliz e a auto-estima florescida pelo carinho.

De outro é muito triste partir, quando se está sozinho, desterrado e encurralado.

Penso que na vida estas situações se alternam. E quero, mais e mais, sair para novos horizontes, apenas quando o ciclo se fechar, e não por pressa, ansiedade, egoísmo, medo ou vaidade.
Tem muito chão ainda pra que a gente consiga entender nossos atos, dos mais simples, aos mais simples ainda.
te amo minha irmã

☆mnemosine☆ disse...

ah, e tá difícil acertar esses logos aqui, minha foto, a mnemosine.... fica brava não

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Wania
alma alada, exatamente como nos sentimos podendo fazer esse blog, viajar nas nossas fantasia, dores, acertos e desacertos da vida.
Obrigada por vir!

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Leandro
já te disse como gosto do jeito que vc escreve?