DireitosReservados

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☆poemasEleonoraMarinoDuarte☆edição&arteWalkyriaSuleiman☆

1 de jun de 2012

Decomposta


A mulher que fui
está morta
pelas preliminares

Definitivo desmaio
de um Maio
no Hotel Residence...

A mulher está morta
No Hotel Tudor,
talvez em um Outubro.

Matou-se na sede
do mar, no mês
sem vez de salvamento...

Vestígios do litígio
afogados
nos beijos na boca,

Jaz perdida nas salinas
das lágrimas
pendidas do seu corpo

o coração à frio não pulsa,
ele e ela
mais de quarenta vezes juntos

ou duas, já nada me lembro
da mulher
que fui, morta de espera.....






foto: MarianaTeixeira - Still do curta-metragem "Velar",  de NanaRibeiro

17 comentários:

betina moraes disse...

Entrando na leitura rapidamente damos conta do lado ficcional da trama que, duma foto, encontra fato para nos dar um trailler imaginativo dum filme que temos de rodar imaginando o que falta. Quase tudo? Quase nada!
Este poema daria matéria para, a partir dele, estabelecer um guião para esse filme que julguei imaginar da leitura, deixando escrito o registo dessa experiência, fazendo este comentário.
Parabéns e beijos, para todas: modelo, fotógrafa, poetisa (por ordem de chegada) intervenientes.

betina moraes disse...

Recebi mensagem do Assim!

Francisco Coimbra disse...

Assim criando novos heterónimos!

Francisco Coimbra disse...

Beijinhos***

olara, um castelo de sonhos disse...

Eu sinto nesta mulher é muita vida,
o foco do amor já feliz nas preliminares. Diz o Coelho que não se ri virtualmente, eu rio quando me pego sapeca diante sapequice poetica e linda como sempre!
beijos no coração!

Assis Freitas disse...

a mulher foi-se (trocadilho infame) repartida,



beijo

Eleonora Marino Duarte disse...

francisco,

pelo visto Assim - seu heterâonimo - "utiliza" de corpos para ter corpo! :)

obrigada pelo seu generoso comentário, via Assim Mesmo...

um beijo.*.

Eleonora Marino Duarte disse...

assis,

trocadinho fantástico!

sempre sensibilidade e leitura,

obrigada por vir, poeta.

O COELHO DE DÉBORAH disse...

Que maravilha! Perfeita descrição da sensação de abandono, do fim de caso, da dor de se perder o amor. Tens um mundo amoroso dentro de si, La Marino e eu a aplaudo por isso!

Parabéns a você
a Modelo
e a fotógrafa.

É um blog fantástico!

Beijinhos colectivos.

Francisco Coimbra disse...

Eleonora,
Utilizar corpos para ter corpo parece-me uma afirmação plena de sentido pelos sentidos, dos pés aos pelos cabelos!!!
Geralmente dou a palavra ao Assim, acontece assim e isso acontecer vem do surgir ou da insurgência poética, escrita do Assim, é assim o que acontece e gosto de deixar acontecer.
http://betinamoraes.blogspot.pt/2012/06/breve-breviario.html
Ainda agora mesmo, imediatamente antes de aqui voltar. Desta feita sem Assim, sem o recurso de deixar a Poesia. Sem abandonar o desejo de ter a poesia dos gestos, onde ainda a palavra é veículo.
Beijos

Eleonora Marino Duarte disse...

Francisco,
quando acontece o corpo de Assim nas palavras que ele lhe dita, induz, mastiga, impõe, o resultado é sempre poesia, da melhor e mais bem feita!

ler seus versos é privilégio que deixas nos comentários da rede. aqui, é luxo para nós.

obrigada por deixar ele agir "o eu lírico" no versos & ideias. adorei, dos pés até os cabelos! :)


beijo.*.

Eleonora Marino Duarte disse...

carlos,

obrigada pela leitura e presença!

abraço.

O COELHO DE DÉBORAH disse...

E então moças? Estou esperando mais belezas para os meus olhos e certezas para o meu coração! Pois que é para isso que existem as 9 musas, filhas de Mnemosine, para fazer-nos realizados e felizes.
Poetisa, escreva mais, és tão boa no que fazes.
As fotos, as mulheres, é tudo perfeito aqui.
Eleonora-Betina estou aguardando a sua (as vossas) biografia(s) para um Coelho sem história nem Pátria. Tenho certeza que não me negarás um deleite de alegria.
Beijinho.

Betina Moraes disse...

olha.. nem tinha te visto aqui, colhovisky!

Tania regina Contreiras disse...

Nossa, eu fico tonta....Isso aqui precisa acontecer sempre. O espaço de tempo deixa um vazio. Mas o vazio da espera sempre vale a pena.
Esse espaço tem a sua peculiar magia poética! Adooooroooo....
Beijos,

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Ah Tania, vc não existe..... sério, vc é uma presença na nossa vida!

☆mnemosine☆ disse...

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