DireitosReservados

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☆poemasEleonoraMarinoDuarte☆edição&arteWalkyriaSuleiman☆

30 de mar de 2011

Invicta








A minha volta, ouço ladrarem
homens como cães
ao redor da cerca.
Mas não me amedronta a força.

Os sons que me chegam
do cerco
são sem sonhos,
os homens esqueceram de dormir.

Eu os absolvo
de serem fortes
ao tocar-lhes
os cabelos.

Meus dedos são meus olhos,
meus olhos meus sentidos,
meus sentidos inteiros.
Não me separo de mim.

Posso sorrir sem perdão
partindo quinhentas correntes,
deixar que entrem homens e cães,
quebrando as conspirações de invadir-me.

Eu os liberto
de serem homens
ao tocar-lhes
a face.




foto: catharinaSuleiman

2 comentários:

laerth motta disse...

meninas!!!este blog tá bom de mais...

betina moraes disse...

querido,

muito obrigada!

receber um elogio seu é um luxo!

três beijos.